sábado, 14 de novembro de 2009


Hoje estou cheia de mim, farta mesmo!

Ou melhor... Hoje estou cheia de mim, transbordo-me!......
Angel Ilanah
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.... dias sim , dias não, vou sobrevivendo sem um arranhão... da caridade de quem me detesta......

quinta-feira, 8 de outubro de 2009




....


tá uma moda de fazer campanha pra gentileza. já viram?...


gentileza gera gentileza... e o kiko?.....




na novelicha.. caminho das índias. o ator Paulo José segurava uma plaquinha divulgando essa dita aí.. gentileza...

de acordo com minha micro pesquisex. no guguu.....



Paulo José gravou, na segunda-feira (16), suas primeiras cenas na novela Caminho das Índias, da Globo, como o Profeta Gentileza. José Datrino, como se chamava antes de se tornar Gentileza, ficou famoso por suas pinturas nos muros e viadutos do Rio de Janeiro, pregando o amor ao próximo, e morreu em 1996.
Figura singular de cabelos longos, barbas brancas, vestindo uma bata alvíssima, o “profeta” foi considerado louco por muitos e chegou a ser internado em clínicas psiquiátricas, mais de uma vez.
Em Caminho das Índias, Glória Perez faz uma homenagem a Gentileza, dando vida ao personagem através do aclamado ator Paulo José que, como você vê na foto, ficou igualzinho ao “profeta”.




...sim foi por uma justa causa, mas pq o coitado apareceu tão rápido?.... ah sim... pq depois fomos vendo a gentileza no desenrolar da novela..

... o filho da Duda, o legítimo Castificadoo Mor, sumiu!..... o Marcio Garcia..... apareceu naquele mamífero e só....

do nada Maya que estava horrorosa ficou linda com o Raj tb, belíssimo..e nós múmias abestadas ficamos pasmos do outro lado da telinha...

a família Ananda, ficou boazinha do dia pra noite...

... depois fui entender... que a doença do legítimo Ananda, só serviu pra por o medicuuu na trama... que pra mim não cheirava nem fedia...

e a coitada da Vera Fischer, mulher cuLta, independente, acabou solamente . QUe dó...

mas o que tem haver a gentileza com isso/?!>. nada...kkkkk.....

mas eu viajei mesmoo...

Bom... eu prometi que não acompanharia mais novela, nunca mais...... e tô conseguindo cumprir o prometido...

Só o Eu, a família e as crianças, mas não é novela, é seriado, humpf....

Bom..... domingo preciso urgentemente preenche-lo.. pq tv tá uma merda.... as vezes eu penso que tô no SBT.... com aquelas construções todas de ex- sub- sem tetos, pra novos felizardooosss.... e tô na Record.. aphe..... e o babado da Globo X Record, abafou-se o caso, depois de qual escandaloo mesmo?!.... me perdi... ah... da família Mendigo...kkkkkk.... que da hora.... hoje qual é a nova.... da mídia?!!!...... o flutuador do privadão....

Gentileza por favor, gentileza. quando jogarem lixo pela janela... sejam gentiss....... escolham um bueiro e façam uma cesta por gentileza!


alguém faz a gentileza de colocar uma programação decente na tv.. por gentileza....





Eita.. tinha esquecido minha senha.... aphe..[com PH]... como diz o Christian Pior.. que sofrimento... depois de 4 meses, EUREKA.. lembrei da senha....ufa...
....
que felicidade, que felicidade, que felicidade. aí bla bla bla bla ....etc.... tititititi....mas realmente...... eu nem sei o que postar.....vou fazer uma força, prometo!
bj na bunda......

terça-feira, 23 de junho de 2009

A escola: fragmento do futuro

"Pediram-me para contar os meus desejos..
Que eu dissesse quais são os meus sonhos para a escola do meu filho...
Os antigos acreditavam que as palavras eram seres encantados, taças mágicas, transbordantes de poder. Os jovens também sabiam disto e pediam:
"- A sua benção, meu pai..."
Benção, bendição, bendizer, bem-dizer, benzer, dizer bem...
A palavra, dita com desejo, não ficaria vazia: era como sêmen, semente que faria brotar, naquele por ela penetrado, o desejo bom por ela invocado.
E o pai respondia:
"- Meus desejos são poucos e pobres. Te desejo tanto bem que não basta o meu bem-dizer. Por isto, que Deus te abençoe. Que seja ele aquele que diga todo o bem com todo o poder...
E então, pelo milagre da fantasia, tudo se tornava possível. As palavras surgiram como cristais de poesia, magia, neurose, utopia, oração, fruição pura de desejo.
É isto que acontece sempre que o desejo fala e diz o seu mundo.
Viramos bruxos e feiticeiros e a nossa fala constrói objetos mágicos, expressões simples de amor, nostalgia por coisas belas e boas, onde moram os risos...
É só isto que desejo fazer: saltar sobre os limites que separam o possível existente do utópico desejado, que ainda não nasceu.
Dizer o nome das coisas que não são, para quebrar o feitiço, daquelas que são...
Seus rostos diziam que eram crianças excepcionais. O ano do deficiente as trouxera à nossa contemplação doméstica, até que se voltavam para o telespectador, com a sua mensagem:
"- Esperamos que, no final de tudo isto, estas crianças possam ser úteis à sociedade."
Nunca ouvi ninguém que dissesse:
"- O que a gente deseja mesmo é que as crianças estejam se divertindo e possam vir a ser um pouquinho felizes..."
Talvez pensassem, mas não podiam dizer por medo. Perderiam os empregos. Todos sabem que o objetivo da educação é executar a terrível transformação: fazer com que as crianças se esqueçam do desejo de prazer que mora nos seus corpos selvagens, para transformá-las em patos domesticados, que bamboleiam ao ritmo da utilidade social.
Filosofia silenciosa: cada criança é um meio para esta coisa grande que é a sociedade.
Mas, e a alegria e o prazer? Aqueles corpos não tem direitos? Não haverá neles uma exigência de felicidade?
Pais de outros filhos fazem perguntas mais sutis:
"- Que é que você vais ser quando crescer?"
No fundo, a mesma coisa. Agora, você nada é. Será, depois de passar pela escola. Como na história do Pinóquio, suponhamos que a criança, ignorando a armadilha, responda simplesmente:
"-Quando crescer quero ter muito tempo para olhar as nuvens."
"-Quando crescer desejo poder empinar pipas, como faço agora."
"-Quando crescer quero continuar a ser meio criança, porque os adultos me parecem feios e infelizes.".
Sorriremos, compreensivos.
"-Não é bem isto, filho. Você vai ser médico, engenheiro, dentista?..."
De novo, a pergunta sobre utilidade social.
Não é para isto que se organizam escolas, para que as crianças se esqueçam dos seus próprios corpos, e aprendam o mundo que os adultos lhes impõem?
Lembro-me do lamento de Bergson: "Que infância teríamos tido, se nos tivessem permitido viver como desejávamos..."
E lembro-me também da "tolice" evangélica, que ninguém leva a sério:
"-O Reino de Deus? É necessário que nos tornemos criança primeiro..."
Crianças, aqueles que brincam.
Brinquedo: inutilidade absoluta. Zero de produtividade. Ao seu final, tudo continua como dantes: nenhuma mercadoria, nenhum lucro. Por que então? Prazer, puro prazer.
Diz o poema hebreu da criação que Deus, depois de seis dias de trabalho, parou suas mãos e se deteve extasiado, na pura contemplação daquilo que havia criado. E dizia:
"- Como é belo..."
Arte e brinquedo tem isto em comum, não são meios para fins mais importantes, mas puros horizontes utópicos em que se inspira toda a canseira do trabalho, suspiro da criatura oprimida que desejaria ser transformada em brinquedo e em beleza.
Bem posso sentir interrogações graves que se levantam sobre sobrancelhas políticas que prefeririam que eu falasse sobre coisas mais sérias. Mas, que posso fazer? Meu demônio é o espírito de gravidade e acho que a política começa melhor no riso do que na azia.. Afinal de contas, não é por isto que se realizam todas as revoluções? Que coisas mais importantes haverá que o brinquedo e a beleza? A justiça e a fraternidade, não são elas mesmas nada mais que condições para que os homens se tornem crianças e artistas?
Não basta que os pobres tenham pão. É necessário que o pão seja comido com alegria, nos jardins. Não basta que as portas da prisões sejam abertas. É necessário que haja música nas ruas. Política, no final das contas, não será simplesmente isto, a arte da jardinagem transplantada para as coisas sociais? Examino os nossos currículos e os vejo cheios de lições sobre o poder. Leio-os novamente e encontro-os vazios de lições sobre o amor. E toda a sociedade que sabe muito sobre o poder e pouco sobre o amor, das coisas belas e das coisas boas, para que o corpo se levante e se disponha a lutar. Porque o corpo não luta pela verdade pura, mas está sempre pronto a viver e a morrer pelas coisas que ele ama. Na sabedoria do corpo, a verdade é apenas um instrumento e brinquedo do desejo...
E é isto que eu desejo, que se re-instale na escola a linguagem do amor, para que as crianças redescubram a alegria de viver que nós mesmo já perdemos.
Cada dia um fim em si mesmo. Ele não está ali por causa do amanhã. Não está ali como elo na linha de montagem que transformará crianças em adultos úteis e produtivos. É isto que exige o capitalismo: o permanente adiamento do prazer, em benefício do capital. Eu me lembro do Admirável mundo novo em que todos os prazeres gratuitos foram proibidos, em benefício do progresso, e de 1984, em que a descoberta do corpo e do seu prazer se constituíram numa experiência de subversão...
Que a aprendizagem seja uma extensão progressiva do corpo, que vai crescendo, inchando, não apenas em seu poder de compreender e de conviver com a natureza, mas em sua capacidade para sentir o prazer, o prazer da contemplação da natureza, o fascínio perante os céus estrelados, a sensibilidade tátil ante as coisas que nos tocam, o prazer da fala, o prazer das histórias e das fantasias, o prazer da comida, da música, do fazer nada, do riso, da piada...Afinal de contas, nem é para isto que vivemos, o puro prazer de estarmos vivos?
Acham que tal proposta é irresponsável? Mas eu creio que só aprendemos aquelas coisas que nos dão prazer. Fala-se no fracaso absoluto da educação brasileira, os moços não aprendem coisa alguma... O corpo, quando algo indigesto pára no estômago, vale-se de uma contração saudável? vomita. A forma que tem a cabeça de preservar a sua saúde, quando o desagradável é despejado lá dentro, não deixa de ser um vômito: o esquecimento. A recusa em aprender é uma demonstração de inteligência. O fracasso da educação é, assim, uma evidência de saúde e um protesto: a comida está deteriorada, não está cheirando bem, o gosto está esquisito...
E creio mais que é só de prazer que surge a disciplina e a vontade de aprender. É jsutamente quando o prazer está ausente que a ameaça se torna necessária.
E eu gostaria, então, que os nosso currículos fossem parecidos com a " Banda", que faz todo mundo marchar sem mandar, simplesmente por falar as coisas de amor. Ma onde, nos nosso currículos, estão estas coisas de amor? Gostaria que eles se organizassem nas linhas do prazer: que falassem das coisas belas, que ensinassem física com as estrelas, pipas, os piões e as bolinha de gude, a química com a culinária, a biologia com as hortas e os aquários, política com o jogo de xadrez, que houvesse a história cômica dos heróis, as crônicas dos erros dos cientistas, e que o prazer e suas técnicas fossem objeto de muita meditação e experimentação... Enquando a sociedade feliz não chega, que haja pelo menos fragmentos de futuro em que a alegria é servida como sacramento, para que as crianças aprendam que o mundo pode ser diferente: que a escola,ela mesma, seja um fragmento de futuro...
Sobretudo, que das nossas escolas se retire a sombra sinistra dos vestibulares. Digo-lhes que pouco me importo com tais exames como artifícios para escolher os poucos que entrarão e os muitos que ficarão de fora. Preocupa-me, antes, o terror que eles lançam sobre as crianças, antes que elas mesmas deles tenham conhecimento. Elas não sabem, mas os pais já procuram os colégios que apertam mais - é preciso preparar para o vestibular - e as crianças perdem a alegria de viver, a alegria de estudar. Porque a alegria do estudo está na pura gratuidade, estudar como quem brinca, estudar como quem ouve música... Mas, uma vez instaurado o terror, já não haverá tempo para a poesia, por amor a ela; e nem para a curiosidade histórica, por pura curiosidade; e nem para a meditação ociosa, coisa que faz parte do prazer de viver. Nossas melhores inteligências estão sendo arruinadas por esta catástrofe que, sozinha, tem mais influência sobre nosso sistema educacional do que tods as nossas leis juntas. Melhor seria que se fizesse um sorteio...
E eu gostaria, por fim, que nas escolas se ensinasse o horror absoluto à violência e às armas de qualquer tipo. Quem sabe algum dia teremos uma Escola Superior de Paz, que se encarregará de falar sobre o horror das espadas e a beleza dos arados, a dor das lanças e o prazer das tesouras de podar. Que as criança aprendessem também sobre a natureza que está sendo destruída pelo lucro, e as lições do dinossauro que foi destruído por causa do projeto de crescimento, enquanto as lagartixa sobreviveram... É certo que os mais aptos sobreviverão mas não sugere que os mais gordos sejam os mais aptos. E que houvesse lugar para que elas soubessem das lágrimas e da fome e que o seu projeto de alegria incluísse a todos... Que houvess compaixão e esperança...
E aqui está, minha filha, o meu bem -dizer, minha bendição, meu melhor desejo: que você seja, com todas as crianças, da alegria sempre uma aprendiz, para citar o Chico, e que a escola seja este espaço onde se servem às nossas crianças os aperitivos do futuro, em direção ao qual os nossos corpos se inclinam e os nossos sonhos voam...


Revista Educação Municipal, São Paulo, Cortez , ano I, nº 1, julho de 1988

sábado, 13 de junho de 2009

imagem012
Celibato - O Calvário Vergonhoso da Igreja de Roma




Há poucas semanas o mundo inteiro tomou conhecimento dos últimos fatos ocorridos na entranhas da assim chamada "Igreja Católico Romana", com a notícia estampada nos principais jornais do mundo sobre os escândalos dos padres pedófilos. O homossexualismo sempre se fez presente no meio do clero regular (religiosos) e no clero secular (diocesano), mas sempre foi abafado pela alta hierarquia da Igreja de Roma, também não tão "santa" assim.
Não é de agora que a chamada "Igreja Católica Romana" é alvo das mais severas denúncias de desvios sexuais entre os componentes de seu clero. O silêncio das "conveniências" tem falado mais alto em determinados momentos. Há séculos e séculos a Igreja de Roma vem mantendo "segredo" sobre os casos de contínuos abusos sexuais entre padres, bispos, cardeais e, até mesmo papas, envolvendo garotos, rapazes crescidos e adolescentes. É o homossexualismo correndo solto nas clausuras, corredores das sacristias e, até mesmo, em confortáveis motéis.
O homem é um ser no mundo. À medida em que se ausenta do mundo torna-se infiel a si mesmo e ao Evangelho. Se estiver ausente do esforço dos outros homens na construção de sua cidade terrena, será inexistente e marginal para eles. E se quiser construir para se uma cidade diferente da deles torna-se nocivo e rejeitado. Se o homem quiser ser aceito, se quiser se útil, se quiser existir, deve sair de si mesmo, integrar-se no mundo, no concreto, no real, no dia-a-dia. Na medida em que seu suor se misturar ao dos homens, estes o reconhecerão, lhe darão direito à vida e crerão na sua mensagem. Ora, é justamente este quadro que torna o padre católico romano um marginalizado. A formação que recebeu não lhe possibilita uma inserção real no mundo. Encontra-se fora dele. O mundo da técnica o exclui. Ignora a sua existência. É um homem à parte, indefinido, sem nome e sem profissão e também não tem família. Fora das categorias válidas e existentes. Uma espécie de parasita, que não produz e não constrói na linha da eficiência material e humana. Não tem um "status" reconhecido. Seu serviço não é requerido por nenhum quadro social. Sua inserção no mesmo é mais tolerada do que aceita ou pedida. Esta é a situação de todo membro do clero romano -- quer regular quer secular.
O costume do celibato teve um desenvolvimento lento, gradual. Uma olhada nas páginas das Sagradas Escrituras seria o bastante para se verificar que o ascetismo anormal já se manifestava no tempo do apóstolo Paulo, o qual condenado por ele: ...alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios, pela hipocrisia de homens que falam mentira e têm cauterizada a própria consciência, que proíbem o casamento, e ordenam a abstinência de alimentos..." (I Timóteo 4:1-3), e novamente Paulo afirma:
Têm na verdade, aparência de sabedoria, em culto voluntário, humildade fingida, e severidade para com o corpo, mas não têm valor algum contra a satisfação da carne." (Colossenses 2:23). Tais práticas já existiam no Oriente, e eram especialmente desenvolvidas no Budismo que já possuía monges e freiras muito antes da era cristã.
Do século quarto em diante o ascetismo tomou forma e vulto e, dentro de algum tempo, apesar do vigoroso protesto, veio a se tornar regra geral no clero romano.
No Concílio de Nicéia, em 325, decidiu-se que os ministros da Igreja não poderiam casar depois de ordenados. Isto, porém, não impedia a ordenação de homens que já fossem casados. O Concílio espanhol de Elvira (ano 304) criou decretos contra o casamento do clero. Estes decretos, entretanto, foram de extensão limitada e quase nenhum esforço mais sério foi feito para pô-los em vigor. Inocêncio I, ano 417. (Albano), decretou o celibato dos sacerdotes, mas não teve aceitação geral. Patrício da Irlanda, que morreu em 461, considerado "santo" pela Igreja de Roma, declarou que o seu avô era padre.
Mas a assim chamada "Igreja Católica Romana" foi persistente na exigência de um sacerdócio celibatário, tanto que, no ano de 1079, sob a mão forte de Gregório VII -- Ildebrando DI Bonizio -- o celibato foi novamente decretado e foi razoavelmente posto em vigor, embora aquele papa não pudesse controlar todos os abusos existentes.
Os papas Urbano II (1088-1099) -- Odon de Logery - e Calixto II (1119-1124) - Guide Borgonha, arcebispo de Viena -- lutaram com determinação contra o concubinado do clero. O decreto do primeiro Concílio de Latrão (1123), decretou inválido o casamento de todos aqueles que estavam nas ordens sacras, e o Concílio de Trento (1545) fez sérios pronunciamentos sobre o celibato do clero.
Conforme aqueles decretos, um sacerdote romano que se casasse incorria na excomunhão é ficava impedido de todas as funções espirituais. Um homem casado que desejasse vir a ser sacerdote, tinha que abandonar a sua esposa, e esta também tinha de assumir o voto de castidade ou ele não poderia ser ordenado padre.
De acordo com a Lei Canônica, o voto do celibato é quebrado quando o padre se casa, mas não necessariamente quando este tem relações sexuais. A Igreja de Roma, proibi seus sacerdotes de casarem-se, mas não interfere na vida particular deles. Daí existirem tantos padres homossexuais declarados, exercendo o sacerdócio, normalmente.
O Celibato, como se pode verificar, na prática, nada tem a ver com a castidade. E o perdão para as relações sexuais -- heterossexuais ou homossexuais -- praticadas pelos elementos do clero, pode ser facilmente obtido a qualquer hora através da confissão auricular a qualquer outro padre seu igual, quem sabe, Não muito "casto" tantoquanto o penitente!
É fácil perceber por que os papas são tão insistentes no reforço da lei do celibato para os componentes do clero católico romano. Não sendo casados e nem tendo família, poderiam ser facilmente transferidos de uma paróquia para outra ou a diferentes partes do mundo.
A propriedade dos clérigos, que em alguns casos é bem considerável, e que se fossem casados passariam para a família, cai automaticamente nas mãos da "santa madre igreja" ou é herdada por ela no todo ou em parte, portanto, os motivos do celibato obrigatório adotado pela Igreja de Roma são tanto eclesiástico como econômicos.
A lei do celibato da Igreja de Roma (latina ocidental) é, indubitavelmente, apenas eclesiástica e não de direito divino. Havendo colisão entre o direito divino da comunidade e o dever eclesiástico do padre, a solução do conflito deveria ser a seguinte: a obrigação eclesiástica deveria ceder ao direito divino.
As chamadas "razões teológicas" da Igreja de Roma para submeter o seu clero à absurda lei eclesiástica do dever do celibato, devem ser buscadas, de preferência, nas contradições íntimas dessa lei, que a fazem parecer questionável em si mesma, uma vez que contraria o direito divino.
A Igreja de Roma usa como base teológica de suas argumentações Mateus 19:10 -12. Mas, numa exegese mais acurada, o texto mostra que não se pode exigir o celibato por lei. Na verdade o que Jesus exprime aqui é muito menos um conselho do que os pressupostos para que alguém possa escolher o celibato: "Nem todos podem receber esta palavra, mas só aqueles a quem foi concedido" (V.11).
Os resultados da discussão sobre esta palavra do Senhor podem ser resumidos da seguinte maneira: na redação final de Mateus, a palavra do Senhor está associada a um alto e restrito padrão para o casamento que teria sido o responsável pelo desencanto dos discípulos -- "não convém casar" (V. 10). Daí o Senhor Jesus lhes dizer: "Nem todos podem receber esta palavra" isto é, a declaração dos discípulos. Ainda que, às vezes, o casamento possa não ser o ideal nem todos os homens são constituídos de forma a poderem se abster.
Os vv.11 e 12 querem dizer que há alguns que são capazes de se conformar com a idéia dos discípulos, não se casando. E o Senhor Jesus prossegue: Porque há eunucos que assim nasceram do ventre da mãe; e há eunucos que foram castrados pelos homens; e há eunucos que se castraram a si mesmos por causa do reino dos céus".
A má compreensão destas palavras, que foram tomadas literalmente nos tempos de ascetismo, motivou tragédias, de quando em quando, no decurso da história cristã. As palavras referem-se a abstenção do casamento por causa do evangelho.
O Novo Testamento ensina o valor do celibato. João Batista, Paulo e o próprio Senhor Jesus Cristo podem ser citados como exemplos de celibatários. Tanto Paulo (I Coríntios 7:7) quanto o Senhor Jesus (Mateus 19:12), indicam que semelhante celibato é um dom de Deus, não dato a todas as pessoas.




Texto na íntegra aqui

Obs: A imagem 012, não faz parte do site onde foi extraído o texto.

terça-feira, 2 de junho de 2009




PIRÂMIDES DA CHINA
Na região central da China, cerca de 100 pirâmides guardam seu mistério.
Cem pirâmides foram construídas na região central da China, denominada Qin Chuan, não se sabe ainda as teria construído. Inscrições achadas pelas redondezas, com idade 5.000 anos, citam que foram erguidas em honra de antigos imperadores, que se auto-denominavam "filhos do céu, que aterrizaram à Terra em dragões fumegantes metálicos ". Dezenas destas construções encontram-se em péssimo estado de conservação, a depredação por moradores da da área é uma constante.
Regime do governo chinês não permite que se pesquise alguma coisa e sob algum pretexto não permite a entrada de especialistas e estudiosos assim como também nada de escavações. Por outro lado, o mesmo governo colocou pinheiros sobre as pirâmides, talvez com intenção de esconder ou quem sabe se referir a estas construções como montanhas de argila ou barro.



Com tamanhos que variam entre 33 a 125 metros de altura. A maior é conhecida como a Grande Pirâmide Branca, situada ao vale de Qin Lin. Há instalações militares aeronáuticas nas proximidades desta pirâmide e é proibido o acesso ás proximidades.
Praticamente há uma semelhança inexplicável entre as pirâmides encontrada no território chinês com as encontradas na América Central e do Sul, México e Guatemala, o que faz com que pensemos seriamente na possibilidade de uma ligação significativa entre estes povos.


fonte:Geocities

sexta-feira, 8 de maio de 2009

HERMES E RENATO