terça-feira, 11 de março de 2008

EM BUSCA DE MIM

Eu ando em tantas terras, mares remotos
Eu ando atrás de mim todos os meses
Andei à minha procura muitas vezes
Que cheguei a contar-me em cima, contei meus mortos.

Eu ando onde não se passa, nem se vive
Ando também às cegas à minha procura
Descobri que nunca estive em mim, minha lonjura
E vivo pelos cantos, como quem pelos cantos vive.

Eu ando em meu passado onde passei vergonha
Ando em uma linha de não curva
Até um ponto cego e sem final.

Eu trilho uma estrada tríplice e tristonha
De uma alma cega doce e turva
Onde morri e regurgitei-me em afinal.

Dos Anjos

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3 comentários:

caio arroyo disse...

O jeito que ele utilizou a ação andar em tantos jeitos e e numa forma muito bonita, bela escolha de texto

Ana Paula disse...

"Ando em uma linha de não curva
Até um ponto cego e sem final"
É tão vasto... nos induz a refletir.
=)
ótima escolha para postagem.

www.outras-frequenciass.blogspot.com/

'Ana Suemii disse...

gostei mto do texto, bem legal...

http://gelatinacolorida.blogspot.com/